14.4.10

Cá do meu jardim


Quando nos reservamos um pouco do mundo externo, fazemos contato com aromas, sabores, devaneios poéticos esquecidos entre as exigências do mundo. Cá do meu jardim, revejo flores. Aí vai um lindo buquê para a alma:

Cálice

A vida não tem roteiros,
só velas que nos acenam
do mar.

escuta, amiga,
o desfiar das horas;
elas te dirão é tua
é tua a vida.

Toma-a (como se toma
um cálice de rosas)
na mão.

Antônio Brasileiro

Um comentário:

Tânia regina Contreiras disse...

La Loba de volta...e comflores: viva a primavera da alma!
Beijos