Há dias em que quero receitas. Há outros em que as rasgo. Quero bússolas, e, logo depois, desejo ser eu mesma a minha própria direção. Pego carona nas asas dos anjos, mas preciso da terra, dos seus atalhos e desvios de perdições. Preciso perder-me, mesmo ressentindo angústias por assim estar, pois sei que é um prenúncio de grandes achados. Quando perco o chão sei que estou voando, mas não faço idéia da hora e do lugar do pouso. É sempre uma surpresa a paisagem que vou encontrar. Com todos os medos, como se fosse a primeira vez que os sinto, lá vou eu no avião divino, sentindo partir-me em estilhaços que darão lugar a uma nova pessoa, ou à pessoa que realmente sou e que um dia se revelará por inteiro.21.2.07
Pelos caminhos de mim
Há dias em que quero receitas. Há outros em que as rasgo. Quero bússolas, e, logo depois, desejo ser eu mesma a minha própria direção. Pego carona nas asas dos anjos, mas preciso da terra, dos seus atalhos e desvios de perdições. Preciso perder-me, mesmo ressentindo angústias por assim estar, pois sei que é um prenúncio de grandes achados. Quando perco o chão sei que estou voando, mas não faço idéia da hora e do lugar do pouso. É sempre uma surpresa a paisagem que vou encontrar. Com todos os medos, como se fosse a primeira vez que os sinto, lá vou eu no avião divino, sentindo partir-me em estilhaços que darão lugar a uma nova pessoa, ou à pessoa que realmente sou e que um dia se revelará por inteiro.10.1.07
À flor da pele
Derretida. Assim que estou. Desmanchando-me e misturando-me com as coisas que me cercam. Desordenadamente, vou espalhando-me e perdendo as fronteiras que me dão segurança. Ultrapasso-me e temo perder-me e não mais voltar. Sou sapatos, sou rastros, sou caixas, sacolas, livros e roupas espalhadas pelo espaço. Nada faço pra esconder esse emaranhado que agora sou. Sinto as dores das coisas: a dor da porta batida, do livro jogado de qualquer jeito, dos talheres... Os barulhos falam e doem. Toco nas coisas quase sem tocar para que não se assustem; para que eu não me assuste. Tudo poderia ser mais doce e silencioso. Mas não é. Espero forças pra erguer-me num movimento mais normal; um movimento de gente que segue a rotina cegamente, sem perguntar o porquê de ser assim. Botaram porquês demais em mim. Fiquei perdida nas perguntas que fiz e nas respostas que busquei até hoje. Quero calar-me e viver apenas. Preciso urgentemente descobrir o que é viver pra mim. Andei desvivendo a minha vida. Quero-a de volta, mas agora sinto-me fraca pra buscá-la. O desafio agora é transformar esse cenário de transição em algo mais definitivo. Preciso definir para definir-me. Preciso me inserir num tempo real pra não me perder em labirintos meus.........................................................
Agradeço a todos que me visitaram e que, por força das circunstâncias, não pude ainda retribuir a visita. Aos poucos aparecerei em "suas casas" e, com imenso prazer, retribuirei a visita. Muita paz nos seus corações.
21.12.06
FELIZ NATAL!!!

Ele era claro, preciso, objetivo.
Seu quadro era o chão;
O giz – seu próprio dedo.
Usava como ilustração o que mais perto estava
E à vista de todos:
Como uma árvore, a natureza, uma criança.
Tinha apenas duas turmas de alunos:
Os doze e a multidão.
Sua sala de aula tinha por teto o céu
E por banco a própria relava.
Dava, às vezes, aulas particulares, como à Samaritana.
Aulas audiovisuais, enquanto caminhava,
Aulas diurnas, noturnas... como a Nicodemos.
Ensinava no mar, em terra firme,
No monte ou em casa,
No templo ou caminhando.
O esboço de suas aulas estava em sua própria mente;
Preparava-o, preparando-se em
Oração ao Pai.
Incansável MESTRE,
Seu tempo de ensinar era SEMPRE.
(Desconheço a autoria)
Sempre lamento o fato de que estabeleçamos apenas poucas datas para vivenciarmos a alegria da partilha, do encontro; apenas alguns poucos dias para expressarmos os nossos sentimentos pelas pessoas que nos são caras; apenas uns pocos instantes para abraçarmos e sermos abraçados, para permitir que sejamos o que deveríamos ser sempre, mas que os medos e couraças que criamos nos impedem de viver essa grandeza. Mas também sempre tenho a esperança de que, através de um desses momentos em que nos damos licença para sermos mais nós mesmos, alguém descubra que o tempo somos nós que fazemos, que o Cristo pode nascer dentro de nós todos os dias das nossas vidas, nos dando força para "vencer o mundo" , nos estimulando a "amarmos uns aos outros" e "fazer ao próximo tudo o que gostaríamos que ele nos fizesse". Tenho em meu coração sempre a esperança de que algumas pessoas são magicamente acordadas na noite de Natal e descobrem, de repente que podem "perdoar setenta vezes sete vezes", e que tal façanha deixará liberto o seu coração de todos os males. Essas pessoas serão os multiplicadores da Boa Nova e ajudarão a fazer de 2007 um ano realmente novo. Essas pessoas podem ser vocês que agora lêem esse post. Eu assim desejo: que todos nós possamos abrigar em nosso coração o Cristo e imprimamaos uma nova cor ao mundo tão carente de amor. Feliz Natal a todos. Um Ano Novo abençoado e muito obrigada por fazerem a minha vida mais bonita, mais rica, mais feliz com suas presenças iluminadas.
1.12.06
Renascendo...
Ninguém esperava nada...Ela, da janela, contemplava a madrugada.
Ele dormia com os bichos e roncava...
Só roncava...
Ela sonhava...(para os outros)
Porque vivia a sua realidade plena.
Era tão pequena que cabia nas estrelas
E tão grande que enfeitava a madrugada.
Todos dormiam
E ela acordava a cada minuto.
Construía a sua manta protetora,
Acalentava o seu sonho;
Banhava os pés em água de alfazema,
e sorria livremente com os anjos.
Lentamente o sol nascia.
O dia se mostrava aos poucos
com sua tímida e profunda beleza.
O cheiro da manhã envolvia os seus sentidos
e o seu corpo tremia inteiro.
